A regulamentação das plataformas digitais e as críticas a Flávio Bolsonaro (PL) marcaram o discurso de vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na noite deste domingo (25). Com a voz rouca, o presidente reeleito afirmou que a campanha enfrentou interferências nas redes e defendeu que crimes digitais sejam tratados como os praticados fora da internet.
Lula também atacou o adversário, a quem chamou de representante do “milicianismo” e acusou de mentir. Ao falar sobre as empresas de tecnologia, disse que elas faturam bilhões no Brasil e tentam influenciar o debate público. A Meta, citada durante a campanha por falhas em uma ferramenta de inteligência artificial, atribuiu o episódio a um problema técnico e negou favorecimento político.
O presidente subiu ao palco por volta das 22h15 e, antes de iniciar a fala, passou o microfone ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), alegando cansaço na garganta. Alckmin agradeceu aos eleitores e ressaltou a participação dos jovens. “O futuro começa hoje e se chama juventude”, afirmou. Ele também disse que Lula havia salvado a democracia brasileira pela segunda vez.
Lula agradeceu a presença de jovens e idosos e afirmou que pretende mudar a forma de governar, após reconhecer a importância da mobilização virtual na campanha.
Votação recorde
Com 51,79% dos votos válidos, Lula venceu Flávio Bolsonaro e recebeu cerca de 64,2 milhões de votos, superando a marca que ele próprio havia alcançado em 2022. A disputa também teve uma virada inédita: o petista terminou o primeiro turno atrás do adversário e assumiu a liderança no segundo.



